Perguntas frequentes

Informação clara para decisões ambientais mais seguras.

Entenda os principais conceitos, exigências e etapas relacionados à gestão climática, ao mercado de carbono e às soluções baseadas na natureza.

SBCE E REGULAÇÃO

01 · Tema
O que é o SBCE e o que ele muda para as empresas?

O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões é o mercado regulado de carbono do Brasil, criado pela Lei 15.042/2024. Funciona no modelo cap-and-trade: o governo define um teto de emissões por setor e transforma esse limite em cotas negociáveis. Quem emite menos vende. Quem emite mais compra. A implementação é gradual e está em curso. A lei existe desde dezembro de 2024, mas as regras operacionais ainda estão sendo escritas.

Minha empresa vai ser obrigada a relatar emissões?

Para a maior parte das empresas, a obrigação não será direta. Segundo o Ministério da Fazenda, o SBCE deverá alcançar menos de 0,1% das empresas brasileiras. Os limites previstos em lei: acima de 10 mil toneladas de CO₂e por ano surge a obrigação de relatar. Acima de 25 mil, a empresa também precisará entregar cotas para compensar, a partir da vigência do primeiro Plano Nacional de Alocação.

Mas obrigação legal é só um dos caminhos. A maioria das empresas vai sentir a pressão pela cadeia: cliente grande que passa a exigir dado do fornecedor, banco que pede informação climática para liberar crédito, comprador estrangeiro que precisa declarar a pegada do que importa.

Quais setores entram primeiro?

A proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda prevê três etapas. A primeira, a partir de 2027, inclui papel e celulose, ferro e aço, cimento, alumínio primário, exploração e produção de petróleo e gás, refino e transporte aéreo. A segunda, em 2029, alcança mineração, alumínio reciclado, setor elétrico, vidro, alimentos e bebidas, química, cerâmica e resíduos. A terceira, em 2031, chega ao transporte rodoviário, aquaviário e ferroviário.

Cada etapa dura quatro anos: o primeiro para elaborar o plano de monitoramento, o segundo e o terceiro para monitorar de fato, o quarto para construir o Plano Nacional de Alocação. O texto passou por consulta pública encerrada em agosto de 2026, e a versão final deve sair ainda neste ano.

Se ainda não é obrigatório, por que fazer inventário agora?

Porque a entrada em um ambiente regulado exige preparação. Estruturar dados, fontes de emissão, responsabilidades e procedimentos de monitoramento leva tempo e tende a ser mais eficiente quando feito de forma planejada.

Além da obrigação legal, informações sobre emissões já podem ser solicitadas por clientes, instituições financeiras, investidores e mercados internacionais. Antecipar essa organização ajuda a empresa a responder a essas demandas e a construir uma base para sua estratégia climática.

Minha empresa exporta para a Europa. Preciso me preocupar com carbono?

Depende do produto e do mercado de destino. Para determinados bens, o CBAM, mecanismo europeu de ajuste de carbono na fronteira, exige que o importador europeu declare as emissões incorporadas aos produtos importados e, conforme as regras aplicáveis, entregue os certificados correspondentes.

Isso pode gerar demanda por informações de emissões junto aos fornecedores fora da União Europeia. Quando o importador opta por utilizar dados reais, por exemplo, o produtor estrangeiro precisa fornecer informações verificadas sobre as emissões incorporadas.

O CBAM atualmente alcança setores como ferro e aço, alumínio, cimento, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio. Por isso, antes de iniciar qualquer estudo, é importante verificar se o produto está abrangido e quais requisitos de cálculo e reporte se aplicam ao caso.

INVENTÁRIOS DE EMISSÕES

02 · Tema
O que é um inventário de emissões de gases de efeito estufa?

É o levantamento de tudo que sua empresa emite, organizado em três escopos: o que sai direto da operação (Escopo 1), o que vem da energia comprada (Escopo 2) e o que vem da cadeia de valor (Escopo 3). Segue padrões como o GHG Protocol e a ISO 14064. Funciona como um balanço, só que de carbono em vez de dinheiro. Sem ele, reduzir emissão é chute.

Quanto tempo leva para fazer um inventário?

O prazo depende principalmente da disponibilidade e da organização dos dados. Empresas que já possuem registros de consumo de energia, combustíveis, frota e outras fontes de emissão tendem a avançar com mais rapidez.

Quando essas informações ainda precisam ser reunidas ou estruturadas, o trabalho pode demandar mais tempo. Por isso, a etapa inicial inclui uma avaliação da disponibilidade e da qualidade dos dados, permitindo definir um cronograma mais realista para o inventário.

PROJETOS DE CARBONO E NBS

03 · Tema
Qual a diferença entre inventário de emissões e projeto de carbono?

Os dois fazem parte da gestão climática, mas cumprem funções diferentes dentro desse processo.

O inventário de emissões quantifica os gases de efeito estufa associados às atividades de uma organização. Ele ajuda a compreender o perfil de emissões, identificar fontes relevantes e orientar metas e ações de redução.

Já um projeto de carbono quantifica reduções de emissões ou remoções de carbono em relação a um cenário de referência, seguindo uma metodologia específica. Quando atende aos critérios do padrão aplicável, esse resultado pode ser convertido em créditos de carbono.

Vale a pena fazer um projeto de carbono na minha propriedade?

Isso depende das condições técnicas, metodológicas e econômicas da área. Nem toda propriedade é elegível e nem todo projeto apresenta viabilidade suficiente para avançar.

Antes de investir, é importante avaliar aspectos como a tipologia da vegetação, a metodologia aplicável, a adicionalidade, o potencial de geração de créditos, os custos e a projeção financeira. O estudo de viabilidade organiza essas informações e ajuda a indicar se existem condições consistentes para seguir com o projeto ou se é mais adequado reavaliar a estratégia antes de investir.

O que são soluções baseadas na natureza (NBS)?

São abordagens que utilizam a proteção, o manejo sustentável ou a restauração de ecossistemas para responder a desafios ambientais e sociais. Isso inclui, por exemplo, restauração florestal, conservação de áreas naturais, recuperação de solos e implantação de sistemas agroflorestais.

No mercado de carbono, as soluções baseadas na natureza estão presentes em diferentes tipos de projetos florestais e de uso da terra. A sigla NBS vem do inglês Nature-based Solutions.

Vocês emitem o crédito de carbono?

A VSM atua na quantificação, estruturação técnica e desenvolvimento do projeto, incluindo a documentação necessária para os processos de validação, verificação e registro.

A emissão dos créditos ocorre posteriormente, conforme as regras do padrão e do programa de carbono adotados, após o cumprimento das etapas previstas. A VSM também pode atuar na revisão técnica e verificação independente de projetos desenvolvidos por terceiros, preservando a separação entre desenvolvimento e avaliação.

Quanto custa um inventário ou um projeto de carbono?

Não há preço de tabela, porque o escopo varia demais. Fatores como o porte da organização ou da área, a disponibilidade dos dados, a complexidade do projeto e o nível de detalhamento necessário influenciam no orçamento. A conversa inicial serve para entender a demanda e definir o escopo mais adequado antes da elaboração da proposta.

ATUAÇÃO DA VSM

04 · Tema
A VSM atende empresas fora do Amazonas?

Sim. A VSM Ambiental está sediada em Manaus, mas atua em projetos em diferentes regiões do Brasil.

Nossa experiência reúne trabalhos em sete estados brasileiros, e a atuação pode combinar atividades remotas, análises técnicas e trabalhos de campo, de acordo com as necessidades de cada projeto. A experiência construída na Amazônia amplia nossa compreensão do território, sem limitar nossa área de atuação.

Não encontrou a resposta para sua questão?

Apresente o contexto da sua organização. A VSM Ambiental analisará a demanda inicial e indicará o caminho mais adequado.

Solicitar diagnóstico